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1 de dez. de 2010

Donas da BOLA - Infelizmente, em um País Machista

   

     Elas são tetra no Sul-Americano e já têm duas medalhas olímpicas. Mesmo assim, as jogadoras de futebol no Brasil ainda sofrem preconceito.




dedico às todas as guerreiras do futebol feminino mundial que jogam com um verdadeiro amor ao esporte e não ao dinheiro.





    

Meninas do Santos
comemorando o título da libertadores
    Faltando menos de 1 minuto para terminar a partida, com 0x0 no placar, uma falta muito bem cobrada da entrada da área foi o suficiente para dar ao Santos o bicampeonato da Taça Libertadores da América no dia 17 de outubro. A autora da façanha é a lateral Maurine Domele Gonçalves. Com sua chuteira cor-de-rosa e a mesma camisa 10 que imortalizou Pelé no Santos, que vem se especializando nesse tipo de cobrança e se destacando no esporte. Mas Maurine assim como tantas outras jogadoras de futebol no Brasil, ainda é vítima de muito preconceito, apesar dos vários títulos conquistados pelas meninas da seleção brasileira. Com elas, o País já foi vice-campeão mundial em 2007 e ganhou medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Grécia (2004) e da China (2008). Agora a seleção tenta trazer o quinto título do Sul-Americano.

Maurine Dornele, autora do gol
que deu o titulo da libertadores ao Santos
    "O bom desempenho na Olimpíada e na Copa do Mundo não foi suficiente para elas deixarem de ser vistas como masculinizadas e avaliadas pela beleza e não pelo que jogam", valia Suraya Cristina Darido, professora da faculdade de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "As meninas geralmente não contam nem com o apoio da família e desistem rapidamente do futebol", lamenta a atual pedagoga do Programa Segundo Tempo do Ministério dos Esportes e cronometrista da Federação Paulista de Futsal.
    O amadorismo é outro problema, segundo Osmar Moreira de Souza Júnior, professor de Educação Física da Universidade Federal de São Carlos. "A maioria dos times do futebol feminino é associada a prefeituras e, em geral, as atletas tem outro emprego e jogam em troca de bolsa de estudo, alojamento e alimentação. Também falta estrutura e muitos patrocinadores são resistentes a associar a marca ao futebol feminino", explica ele.
Kleiton Lima, técnico do Santos e da seleção Basileira
    "O Santos é exemplo no futebol feminino, contando com jogadoras jovens, de muito potencial, e com medalhistas olímpicas. Ao mesmo tempo, a Marta quebra preconceitos e mostra que a mulher pode ser vitoriosa numa modalidade que até então sequer era reconhecida internamente", diz o técnico da seleção brasileira e do Santos, Kleiton Lima.

Marta, 4 vezes a melhor do mundo
segundo a FIFA.
    




    Ícone brasileiro e internacional e prova de que as mulheres sabem de futebol, Marta, de 24 anos, acredita que as coisas estão mudando. "No início, sofri com preconceito, algumas vezes dos pais de amigas minhas, e também com a insatisfação de parentes. Quando jogava  num time masculino na adolescência, alguns treinadores não me escalavam por eu ser mulher. E a unica diferença que eu sentia era no aspecto físico. Hoje há menos preconceito elo fato de haver maior divulgação do esporte e dele não ser visto mais apenas como algo masculinizado", diz ela, que foi eleita quatro vezes a melhor jogadora do mundo pela Federação Internacional e Futebol (FIFA).
    A primeira partida de futebol feminino no Brasil ocorreu em 1921, em São Paulo, entre Santa Catarina e Tremembé. O esporte, porém, ficou proibido para as mulheres durante algumas décadas até 1986. "Nós jogávamos em campos de várzea e de quichute, pois se fôssemos comprar chuteira, nos olhariam torto. Jogávamos em preliminares de jogos masculinos. Éramos vistas como vedetes de show", lembra Roseli Cordeiro Filardo, que começou a jogar em 1972 e é a primeira técnica formada do País. "Hoje as meninas estão no exterior, ganhando dinheiro, e tem uma seleção, mas mesmo assim o futebol feminino no Brasil continua sendo marginalizado, sem estrutura e sem patrocínio."
Fontes: Jornais, internet.
      
    E muitos de nós homens pensamos que jogamos futebol por amor, mas muitas vezes não vemos e nem damos atenção a tudo isso que as mulheres que jogam sofrem, às vezes porque não queremos mesmo, elas sim TODAS elas, não só algumas como acontece muito no futebol masculino, jogam por amor ao esporte e por honra à camisa que usam.

    Finalizo com um recado: Se os homens tivessem a mesma dificuldade para jogar   futebol profissional que as mulheres talvez dariam mais de si ao esporte, jogariam com mais amor, mas amor ao esporte e não aos milhões, e se nossos jogadores brasileiros que atuam na seleção jogassem com a mesma garra que as meninas, eu afirmo sem dúvida nenhuma, ganharíamos TUDO que disputássemos. 

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